<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208</id><updated>2011-11-27T21:23:48.742-02:00</updated><category term='08 - Do the evolution'/><category term='10 - Jovem assassino'/><category term='18 - Era uma vez'/><category term='21 - Big Brother'/><category term='16 - Contrastes'/><category term='01 - SAGARUÇA?'/><category term='06 - Dia de Trabalho'/><category term='11 - Buraco'/><category term='05 - Hora de pensar no futuro'/><category term='12 - Quando se toca na ficção orwelliana'/><category term='13 - O Sobrevivente'/><category term='02 - Síndorme do emputecimento progressivo'/><category term='14 - Verdades e mentiras'/><category term='07 - No espelho'/><category term='19 - Perto... e tão longe...'/><category term='15 - Mais um dia para o resto da vida'/><category term='03 - O deus de todas as coisas'/><category term='17 - A Real Bad Time'/><category term='20 - Papagaios'/><category term='09 - Silêncio'/><category term='04 - O Mundo'/><title type='text'>SAGARUÇA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-3254845786956074700</id><published>2011-02-15T14:59:00.003-02:00</published><updated>2011-02-15T15:10:12.153-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='21 - Big Brother'/><title type='text'>Big Brother</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-mkU5VbMMdiI/TVqyUwj_mEI/AAAAAAAAARo/w02qR41nNpg/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 187px; height: 269px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-mkU5VbMMdiI/TVqyUwj_mEI/AAAAAAAAARo/w02qR41nNpg/s400/images.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573963558527408194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 4.95pt; text-align: justify; text-indent: 72pt;"&gt;Imagine-se vivendo em uma suposta realidade em que um governo totalitário tomasse conta de absolutamente tudo, controlasse os conceitos sobre o que é certo e errado, cuidasse de seus cidadãos de maneira falha, manipulasse a verdade,  as intervenções bélicas, manipulasse tudo e todos através de um sistema de vigia que trabalha incessantemente. Essa idéia é trabalhada por George Orwell (1903-1950) na obra &lt;i style=""&gt;1984&lt;/i&gt;, onde o personagem Winston Smith vive as desventuradas conseqüências de participar desta sociedade vitimizada pelo autoritarismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 4.95pt; text-align: justify; text-indent: 72pt;"&gt;Mesmo quem não leu &lt;i style=""&gt;1984&lt;/i&gt;, conhece muito bem o mecanismo de vigilância descrito por Orwell, pois tal mecanismo foi plagiado para a elaboração de programas do tipo “reality shows”, onde indivíduos convivem em um pequeno espaço e ficam submetidos a uma vigilância a todo momento vistoriados por câmeras. Essa situação é descrita em &lt;i style=""&gt;1984&lt;/i&gt; como a tática de vigilância do governo autoritário do Grande Irmão descrito na obra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 4.95pt; text-align: justify; text-indent: 72pt;"&gt;Um reality show tem a proposta de transmitir um show do cotidiano, o convívio humano, mas na prática, exibe algo parecido com um universo paralelo que foge absurdamente do proposto. Temos como exemplo o “Big Brother” que propõe um reality show, ou seja, um “show da realidade”, mas este show é completamente fora da realidade. A realidade de fato não é escapista, nem genérica, inescrupulosamente liberal e pervertida, como é apresentada nesse tipo de programa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 4.95pt; text-align: justify; text-indent: 72pt;"&gt;A realidade do cotidiano é sem graça o bastante para ser atração audiovisual. A realidade é quase escatológica, cada vez mais insensível, recheada de violência propagandeada e de bondade sem prestígio, e o pior disso tudo é que não dá para mandar indivíduos desprovidos de bom senso para o paredão (aliás, até dá, mas corre-se o risco de ser indiciado por agressão).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 4.95pt; text-align: justify; text-indent: 72pt;"&gt;George Orwell, jornalista, professor, soldado, livreiro, lavador de pratos e, acima de tudo, escritor, foi um grande simpatizante ocidental de esquerda, e, ao perceber o caminho que a esquerda tomava, usou a literatura como meio &lt;span style="" lang="PT"&gt;para alertar aos seus contemporâneos e às gerações futuras do perigo que políticas e ações autoritárias podem provocar na sociedade. A obra de Orwell é muito atual ainda, embora a idéia de &lt;i style=""&gt;1984&lt;/i&gt; tenha sido convertida a um programa alienado no maior estilo “gaiola humana” ou até mesmo “laboratório sociológico”. George Orwell decepcionou-se com a postura esquerdista de sua época, e hoje, não é difícil imaginá-lo frustrado ao ver em que se desembocou sua obra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-3254845786956074700?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/3254845786956074700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2011/02/big-brother.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/3254845786956074700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/3254845786956074700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2011/02/big-brother.html' title='Big Brother'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-mkU5VbMMdiI/TVqyUwj_mEI/AAAAAAAAARo/w02qR41nNpg/s72-c/images.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-7302244083079526678</id><published>2010-08-15T20:33:00.004-03:00</published><updated>2010-08-15T21:11:00.852-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='20 - Papagaios'/><title type='text'>Papagaios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Manhã de sábado, acordo com dor de cabeça e um inconfundível cheiro de bebida destilada exalando do corpo. O estômago embrulha, o café desce rasgando a garganta como se estivesse adocicado com pequeninas facas. Sento no sofá e tento pensar em tudo o que deixarei de fazer hoje para deixar para o dia seguinte.&lt;br /&gt;Olham para minha cara inchada de uma noite mal dormida, e ganho a alcunha de irresponsável bebum preguiçoso. Mas ninguém me diz nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terça feira no escritório do trabalho converso com quase ninguém. Mas não deixo de ser educado. Só tento conversar pouco. Sinto-me como um motorista de ônibus que ouve milhares de conversas distintas por dia, enquanto firma as mãos no volante ao lado de uma placa que diz: ''Fale com o motorista somente o indispensável''.&lt;br /&gt;Nove e meia da manhã ouço de uma boca descuidada que pareço ter atitudes irresponsáveis, que sou anti-social e esquisito, quieto demais. Trabalhando em meu silêncio, fazendo o possível para não incomodar ninguém, descubro que sou, na língua alheia, além de irresponsável bebum preguiçoso, também anti-social e esquisito. Não me surpreendo ao ser chamado novamente de irresponsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos ao meu redor dizem coisas sobre mim. Mas nunca me lembro de ter ouvido uma vez apenas alguém dizer algo 'para' mim. Apenas 'sobre'. Finjo não me incomodar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta feira, quase oito da noite, encosto meus cotovelos no balcão do bar e espero por minha cerveja. Enquanto encho o copo, aparece um rapaz conhecido e, após me comprimentar e dedicar-me um abraço falso, me convida para sentar em uma mesa em que está com alguns amigos.&lt;br /&gt;Agradeço o convite, mas recuso-o desejo uma boa noite ao amigo e volto minha atenção para meu copo e para as manchas existentes no balcão.&lt;br /&gt;Sou classificado na mesa do rapaz que me comprimentou como arrogante, esquisito, anti-social e estúpido pelo simples fato de não ter feito nada a não ser continuar em meu lugar ao balcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha coleção, acrescentei mais dois adjetivos: arrogante e estúpido. Já nem me incomodava com os demais termos que se referiam a mim, imaginando que eu nada percebia. Chegava até a me divertir por perceber a ação estúpida de pessoas comentares sobre minha vida, mesmo não sabendo porra nenhuma dela. Mas ultimamente estava tudo ficando muito estranho e chato, pois percebo que pessoas que eu estimava nunca falar mal de mim, também falavam. Em meu silêncio, rumei à minha casa, ao meu sono, aproveitando ainda os vapores do álcool consumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitado, passei a odiar todos os seres falantes, e pensei em matar todos, começando pelos papagaios. Verdes, azuis, com penas amareladas, mataria todos que pronunciasse alguma palavra ou algum ruído que fosse. Refleti posteriormente que por mais que um papagaio possa falar, ele não falaria mal de outro papagaio, e caso falasse, não surpreenderia ninguém, pois não seriam palavras atiradas às costas do outro papagaio. Divertiu-me esse raciocínio, e, mesmo com todo ódio às palavras mal proferidas, adormeci. Dormi muito naquela noite, e quando acordei, ainda tinha em mente matar todos seres falantes que me incomodassem. Inclusive papagaios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar em matar papagaios sempre me arrancava um silencioso sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-7302244083079526678?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/7302244083079526678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2010/08/papagaios.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/7302244083079526678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/7302244083079526678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2010/08/papagaios.html' title='Papagaios'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-1480872578758805882</id><published>2010-06-19T13:11:00.004-03:00</published><updated>2010-06-20T00:49:45.271-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='19 - Perto... e tão longe...'/><title type='text'>Perto... e tão longe...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/TBzuBvW2OUI/AAAAAAAAAN8/QWEeK-kkNXk/s1600/781119400_53c73b934f.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 290px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/TBzuBvW2OUI/AAAAAAAAAN8/QWEeK-kkNXk/s400/781119400_53c73b934f.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484520159889996098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Encontraram-se no restaurante Luxor, às vinte e uma e trinta. Quando desceu do taxi, ele já estava sentado em uma mesa de canto esperando por ela. Era a primeira vez que resolviam sair juntos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela se acomodou na cadeira cumprimentando-o:&lt;br /&gt;- Boa noite. Desculpe a demora.&lt;br /&gt;Estaria bem mais a vontade caso estivesse em algum lugar em que o ambiente inspirasse movimento e dança. Estava agitada. Quase queria dançar.&lt;br /&gt;- Você não demorou. – disse ele em tom calmo, disfarçando a ansiedade. Também parecia dançar. Palpitava e disfarçava a insegurança. Com isso seus pés suavam. Queria beber cerveja, mas pediu um vinho.&lt;br /&gt;Após momentos de disfarçada descontração e conversa, as palavras se soltaram com mais facilidade acompanhando o movimento das taças pela metade de Nobile di Montepulciano.&lt;br /&gt;- Estava ansiosa para chegar essa noite.&lt;br /&gt;As palavras da moça poderiam ser substituídas sem prejuízo nenhum por ‘estava com medo desta noite’, ou então por ‘tinha medo de você nunca olhar para mim’, se fosse dizer sobre seu estado de espírito e o medo de não agradar o rapaz. Definitivamente estava linda. Mas sentia insegura disso.&lt;br /&gt;- Eu também – disse ele, disfarçando também a infantil ansiedade.&lt;br /&gt;Comeram um prato canellone, com um molho da casa, riram, beberam, conversaram e deixaram as mãos se tocarem.&lt;br /&gt;Ele com toda certeza ficaria bem mais a vontade em um lugar menos requintado. O ambiente formal em demasia o incomodava. Fazia-o lembrar o trabalho, mas ficou quieto.&lt;br /&gt;Ela partilhava do mesmo pensamento, mas nunca imaginava que por um instante pensava o mesmo que ele.&lt;br /&gt;Pediram a conta.&lt;br /&gt;Saíram do restaurante com o que sobrou da garrafa de Vino Nobile di Montepulciano, entraram no carro dele, e distanciaram-se do Luxor.&lt;br /&gt;Chegaram na casa dela.&lt;br /&gt;Ela desceu.&lt;br /&gt;Ele desligou o carro.&lt;br /&gt;Olharam-se iluminados pela luz da rua. Estavam próximos. Um em frente ao outro. Pertos. E tão longes.&lt;br /&gt;- Então... tenha uma boa noite – disse ele.&lt;br /&gt;Ele não queria que a noite terminasse ali.&lt;br /&gt;- Você também – ela pensava em sexo.&lt;br /&gt;- Espero um próximo encontro – disse olhando para os olhos dela, mas querendo olhar o decote do vestido da moça, imaginando os belos seios tão próximos dele.&lt;br /&gt;- E com toda certeza, teremos um novo encontro – ela respondeu com vontade de dar um gostoso e sensual beijo; mas beijou-lhe levemente a face.&lt;br /&gt;Ele sorriu com vontade de agarrar a moça pela cintura e levantar-lhe o vestido, mas apenas tocou no braço dela.&lt;br /&gt;Despediram-se.&lt;br /&gt;Ela dormiu desejando companhia, e dormiu apenas com a lembrança do rapaz.&lt;br /&gt;Ele queria dormir com ela, não voltar para a casa. Mas foi para sua fria casa e masturbou-se ao invés de fazer amor.&lt;br /&gt;Longes um do outro, já no alto da noite, pensavam um no outro, sem maliciar o entrosamento de seus longínquos pensamentos pessoais, e que estes estavam bem mais próximos do que seus corpos.&lt;br /&gt;Dormiram longe.&lt;br /&gt;Sonharam juntos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-1480872578758805882?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/1480872578758805882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2010/06/perto-e-tao-longe.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/1480872578758805882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/1480872578758805882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2010/06/perto-e-tao-longe.html' title='Perto... e tão longe...'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/TBzuBvW2OUI/AAAAAAAAAN8/QWEeK-kkNXk/s72-c/781119400_53c73b934f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-5966379054637405685</id><published>2010-06-16T09:36:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T09:51:52.347-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='18 - Era uma vez'/><title type='text'>Era uma vez</title><content type='html'>Era uma vez&lt;br /&gt;uma história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história&lt;br /&gt;de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora, para alguns,&lt;br /&gt;fosse uma história de&lt;br /&gt;viagens, de ritos de&lt;br /&gt;passagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e, para&lt;br /&gt;outros, de sonhos&lt;br /&gt;e desejos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...era, ainda assim,&lt;br /&gt;uma história de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(A.D.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-5966379054637405685?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/5966379054637405685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2010/06/era-uma-vez.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/5966379054637405685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/5966379054637405685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2010/06/era-uma-vez.html' title='Era uma vez'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-100074139242742844</id><published>2010-06-14T20:28:00.006-03:00</published><updated>2010-06-16T09:51:31.171-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='17 - A Real Bad Time'/><title type='text'>A Real Bad Time</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Had a real bad time&lt;br /&gt;Because of you&lt;br /&gt;But now I'm gonna make you pay&lt;br /&gt;Oh yeah I'm gona make you pay&lt;br /&gt;Gonna make you pay!!!&lt;br /&gt;Real B. A. D.!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bad Chopper)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um longo tempo, sinto-me na necessidade de voltar a alguns antigos hábitos. dentre tantos, colecionar garrafas e escritos. E guardá-los ao invés de jogá-los fora como costumo fazer com garrafas quando esvaziam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-100074139242742844?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/100074139242742844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2010/06/real-bad-time.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/100074139242742844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/100074139242742844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2010/06/real-bad-time.html' title='A Real Bad Time'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-5410375401775002745</id><published>2009-10-08T19:22:00.002-03:00</published><updated>2010-06-16T09:51:08.128-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 - Contrastes'/><title type='text'>Contrastes</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Da sacada do prédio,&lt;br /&gt;Fecho os olhos,&lt;br /&gt;Abro os braços,&lt;br /&gt;Sinto os ventos da liberdade.&lt;br /&gt;Sonho que sou capaz de voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da beirada da cama,&lt;br /&gt;Abro os olhos,&lt;br /&gt;Fecho os braços,&lt;br /&gt;Sinto o frio do meu quarto.&lt;br /&gt;Percebo que é difícil sonhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-5410375401775002745?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/5410375401775002745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/10/contrastes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/5410375401775002745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/5410375401775002745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/10/contrastes.html' title='Contrastes'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-6659755241934166163</id><published>2009-08-23T12:11:00.002-03:00</published><updated>2010-06-16T09:50:48.073-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='15 - Mais um dia para o resto da vida'/><title type='text'>Mais um dia para o resto da vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Quem não tem medo da vida também não tem medo da morte&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;(Arthur Schopenhauer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Talvez amanhã eu me sinta melhor” – pensava solitário no escuro de seu quarto, enquanto via a fumaça do cigarro esvair-se pela janela.&lt;br /&gt;Dessa forma, o jovem desconhecido descansava sua arma na gaveta do criado mudo, e lutava para dormir. Na maioria das noites apenas esperava a claridade do dia chegar e trazer toda a previsível rotina.&lt;br /&gt;Levantava quando o sol deveria estar nascendo, jogava uma água na cara amarrotada, fingia-se animado e entregava-se ao cotidiano. Até seus devaneios suicidas pareciam estar impregnados nos afazeres do dia. Tudo era totalmente previsto. Não havia nada de diferente. Nunca.&lt;br /&gt;Voltava para a casa cansado, tomava um banho como fazia todos os dias, perdia duas ou três horas diante a televisão, e ia para o quarto. Abria a gaveta, pegava a arma que herdara do pai (curiosamente uma arma com apenas um projétil), admirava-a por poucos minutos, brincava apontando o cano para seu próprio ouvido: “clack” – estalava um som com a boca e os lábios. Sem graça e sem ânimo para se matar, guardava a arma e ia dormir, preparando-se para um novo (e igual) dia que irá surgir dentro de algumas horas.&lt;br /&gt;Não suportava a rotina típica de seus dias, mas encarava-a porque a conhecia. Não temia o que conhecia. Temia apenas a possibilidades de mudanças em sua vida. Conhecia o seu cotidiano, aquele que é sempre o mesmo, e isso não o amedrontava. Tinha medo do que não conhecia, do que estava além de sua vida. Mentia quando dizia q não tinha medo da vida.&lt;br /&gt;Talvez por isso morreu de velhice, sem nunca ter tido coragem de puxar o gatilho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-6659755241934166163?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/6659755241934166163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/08/mais-um-dia-para-o-resto-da-vida.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/6659755241934166163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/6659755241934166163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/08/mais-um-dia-para-o-resto-da-vida.html' title='Mais um dia para o resto da vida'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-8617932539417538782</id><published>2009-08-19T10:52:00.002-03:00</published><updated>2010-06-16T09:50:24.548-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='14 - Verdades e mentiras'/><title type='text'>Verdades e mentiras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um dia choramos, outro dia sorrimos. Conforme o que se vive, as palavras criam significados que variam de pessoa para pessoa. Junto a ela, passei a sentir a vida como sinônimo de rotina. Coisa previsível. Sem sal e sem graça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia acordei mais cedo que de costume, levantei com cuidado para não acordar Poliana, preparei logo um café, e antes de sair para trabalhar, deixei a mesa arrumada com um pratinho com pães de queijo, pão de forma, margarina, requeijão, leite quente e bolachinhas champagne.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez não saberei nunca responder o porquê fiz tudo aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquela tarde, retornei para casa e Poliana me aguardava com um belo sorriso na cara. Existem momentos em que dizemos somente verdades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu te amo - disse ela, me abraçando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E há momentos em que dizemos apenas mentiras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu também - respondi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fazia muito tempo que eu não tomava café sozinho.No outro dia acordei novamente mais cedo. Vesti-me, arrumei a gravata, preparei o café e permaneci sozinho por um tempo na mesa. Desta vez a mesa não estava arrumada. Não havia pratinho com pão de queijo, nem leite quente, nem Poliana dormindo tranqüilamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-8617932539417538782?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/8617932539417538782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/08/verdades-e-mentiras.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/8617932539417538782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/8617932539417538782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/08/verdades-e-mentiras.html' title='Verdades e mentiras'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-2336693060520960275</id><published>2009-07-12T19:52:00.003-03:00</published><updated>2010-06-16T09:50:04.950-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='13 - O Sobrevivente'/><title type='text'>Will Eisner - O Sobrevivente</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(clique na imagem para aumentar)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357714416499954546" style="WIDTH: 363px; CURSOR: hand; HEIGHT: 459px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/Slps4Bt4E3I/AAAAAAAAAEU/nai3nwAQp5k/s400/0009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357714264179511042" style="WIDTH: 360px; CURSOR: hand; HEIGHT: 505px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SlpsvKR2jwI/AAAAAAAAAEM/HTu3vGJZgYQ/s400/0010.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SlpsczG58lI/AAAAAAAAAEE/Hxrzqi-pkFE/s1600-h/0011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357713948721934930" style="WIDTH: 361px; CURSOR: hand; HEIGHT: 503px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SlpsczG58lI/AAAAAAAAAEE/Hxrzqi-pkFE/s400/0011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SlpsTZiHo3I/AAAAAAAAAD8/d0ilQ_210-0/s1600-h/0012.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357713787237933938" style="WIDTH: 362px; CURSOR: hand; HEIGHT: 517px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SlpsTZiHo3I/AAAAAAAAAD8/d0ilQ_210-0/s400/0012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SlpriC4RNXI/AAAAAAAAAD0/lOAAIvbyCLw/s1600-h/0013.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357712939343230322" style="WIDTH: 362px; CURSOR: hand; HEIGHT: 493px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SlpriC4RNXI/AAAAAAAAAD0/lOAAIvbyCLw/s400/0013.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SlprYeUiH3I/AAAAAAAAADs/Wx9EeX8LS2M/s1600-h/0014.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357712774910844786" style="WIDTH: 363px; CURSOR: hand; HEIGHT: 476px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SlprYeUiH3I/AAAAAAAAADs/Wx9EeX8LS2M/s400/0014.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SlprPUS2OOI/AAAAAAAAADk/t0JS3sa973U/s1600-h/0015.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357712617600596194" style="WIDTH: 362px; CURSOR: hand; HEIGHT: 457px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SlprPUS2OOI/AAAAAAAAADk/t0JS3sa973U/s400/0015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Hq de Will Eisner é de um tipo único. Seu estilo confunde-se com a configuração de um conto. A ironia, sempre presente em seus trabalhos, é trabalhada de um modo que nenhum cartunista conseguiu com tanta naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SlpqghFykdI/AAAAAAAAADc/PPyPPJnPvQc/s1600-h/0011.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-2336693060520960275?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/2336693060520960275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/07/will-eisner-o-sobrevivente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/2336693060520960275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/2336693060520960275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/07/will-eisner-o-sobrevivente.html' title='Will Eisner - O Sobrevivente'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/Slps4Bt4E3I/AAAAAAAAAEU/nai3nwAQp5k/s72-c/0009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-8993961470812430560</id><published>2009-06-29T21:07:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T09:49:43.908-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12 - Quando se toca na ficção orwelliana'/><title type='text'>Quando se toca na ficção orwelliana</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/Sklka8Vl7FI/AAAAAAAAACU/zF989rC_eCY/s1600-h/1984-capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352920046142614610" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/Sklka8Vl7FI/AAAAAAAAACU/zF989rC_eCY/s400/1984-capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SkllEj7-o0I/AAAAAAAAACk/XCB6Q9bqCVI/s1600-h/026orwell.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352920761147237186" style="WIDTH: 206px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SkllEj7-o0I/AAAAAAAAACk/XCB6Q9bqCVI/s400/026orwell.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;De maneira direta, a percepção do mundo por Orwell expressada em seus textos autobiográficos (aponto minha atenção para obras como Lutando na Espanha, Na pior em Paris e Londres e ensaios como Um enforcamento e O abate de um elefante), elabora a configuração de uma consciência crítica transposta no autor-criador que projeta diretamente nos personagens de seus romances. Tomando por base os romances &lt;em&gt;A Revolução dos Bichos&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt;, tem-se o que é conhecido como romance distópico, ou seja, uma anti-utopia, uma utopia de sentido negativo, na visão do estudioso de literatura Massaud Moisés “a antevisão de um lugar imaginário onde reinaria o caos, a desordem, a anarquia, a tirania, ao contrário do paraíso cristão ou dos mitos de felicidade eterna”.&lt;br /&gt;Relembrando que o autor-criador possui como característica básica a materialização da relação axiológica com o personagem do romance em seu mundo, é possível afirmar que os processos psicológicos envolvidos na criação ou o depoimento do autor-pessoa sobre seu processo criador não importam, pois este não experiencia os processos psicológicos criativos como tais, apenas sua materialização na obra. A obra materializada não deve ser confundida com a vida de seu autor por mais semelhança que exista entre ambos. É necessário considerar que não se pode afirmar nada (ou quase nada) sobre características pessoais de um determinado autor através de uma análise de sua produção literária, mas no caso de George Orwell, esta consideração gera algumas confusões. Sabe-se que o autor viveu com intimidade em submissão à ações autoritárias, sejam governamentais ou militares, conheceu intimamente a exploração, a fome, o desemprego, o medo, o abuso de diversos tipos de poder, e sobre isso é que construiu um estilo único e maduro de se observar o mundo e se posicionar diante a ele. Desta forma, percebe-se que em suas obras de ficção, é trabalhado um autor-criador (a consciência critica presente na ficção) muito próximo do caráter ideológico do autor-pessoa (o próprio Orwell, no caso), oferecendo uma idéia errônea de que algumas obras da ficção orwelliana também assume um caráter confessional.&lt;br /&gt;Afirmar que &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt; é principalmente um sintoma da condição psicológica de Orwell, o espasmo de um homem transtornado que sofria de fantasias paranóicas, era perturbado pela sujeira e temia que o contato sexual causasse repreensão por parte daqueles que exerciam a autoridade, é uma declaração bastante complicada. Essa explicação, a parte sua aparente e intolerável inconstância, explica em demasia muito pouco. Muitas pessoas sofrem com pesadelos e nutrem sentimentos ambíguos com relação ao sexo, ao dinheiro e ao poder, mas poucas conseguem escrever livros com o ímpeto de &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt;. Como afirma Howe afirma em um ensaio literário sobre a obra 1984 “o livro pode ser um pesadelo e é indubitavelmente baseado nos problemas psicológicos do seu autor. Mas também se baseia em sua sanidade psicológica, caso contrário não poderia penetrar de forma tão profunda na realidade social de nossa época”.&lt;br /&gt;O que causa o estranhamento e realmente provoca o leitor é o fato de &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt; ser o último livro escrito por Orwell e quase produzido em um fôlego só, camuflando várias características pessoais do autor no protagonista Winston Smith, desde o início acentuando o costume subversivo da escrita. Winston resolve anotar seus pensamentos em um diário e, quando percebe a dificuldade de um possível leitor de suas notas, dedica seus escritos ao futuro incerto e ao desconhecido passado, que se apresentam bastante nebulosos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Ao futuro ou ao passado, a uma época em que o pensamento seja livre, em que os homens sejam diferentes uns dos outros, e que não vivam sós – a uma época em que a verdade existir e o que foi feito não puder ser desfeito:&lt;br /&gt;Cumprimento da era da informidade, da era da solidão, da era do Grande Irmão, da era do duplipensar!"&lt;/span&gt; (1984).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Winston Smith (personagem fictício), assim como Orwell (pessoa física), insiste no hábito de escrever um diário. Já foi visto que Orwell possui este hábito, com a diferença de se expor com uma pesadíssima carga crítica sobre o que se escreve. Em &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt;, aparentam várias referências ligadas ao próprio autor bem mais fortes que o simples hábito de fazer anotações em um diário. Winston Smith sente um misto de ojeriza e nojo de ratos, e é justamente um animal como este que é utilizado para torturá-lo. Na esfera não-ficcional, Orwell sentia um pavor enorme com ratos. Em seu estágio forçado com a pobreza, descrito em Na Pior em Paris e Londres, o autor conviveu com animais nojentos de toda espécie (pulgas, baratas, percevejos que andavam enfileirados nas paredes dos hotéis e ratos que invadiam porões e lixeiras das cozinhas de restaurantes sujos em Paris) e, para ele, o uso de ratos era o mais horripilante objeto de tortura. Ao final de sua vida, acabaria revendo todas suas opiniões, menos a que tinha sobre os ratos.&lt;br /&gt;Embora haja inúmeras evidências entre o autor e seu personagem, &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt; não pode ser considerada uma obra autobiográfica, nem algo próximo ao conceito de autobiografia. Isso porque na criação artística é desenvolvido um complexo jogo de deslocamentos envolvendo várias vozes sociais. O autor representa uma voz social que é produto de sua existência e sua voz é atravessada à composição da voz social a um personagem. Várias línguas sociais são direcionadas para vozes alheias e configurando desta forma a construção do todo artístico a uma certa voz. Desta forma, não importam as semelhanças aparentes entre Orwell e Winston Smith, pois mesmo que o escritor coloque suas idéias na boca do herói da trama, não são mais suas idéias porque estão precisamente na boca do herói e se conformam ao seu todo.&lt;br /&gt;Assim como A Revolução dos Bichos apresenta uma crítica aos caminhos tomados pela União Soviética em forma de alegoria, &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt; remete a alguns itens básicos ligados a criação e manutenção de um estado totalitário, embora nenhum governo na história conseguiu a perfeição que a Oceania alcançou em na obra &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt;. A figura do Grande Irmão pode tanto se referir a Stalin quanto a Churchill, pois ambos trabalhavam em um tipo de propaganda voltada para a exaltação do líder como um herói. No momento em que Winston comete a crimidéia de questionar sobre a posição hegemônica e o significado das máximas “guerra é paz”, “liberdade é escravidão” e “ignorância é força”, o protagonista recorre ao livro proibido de Emmanuel Goldstein Teoria e Prática do Coletivismo Oligárquico, uma imitação de A Revolução Traída de Leon Trotsky.&lt;br /&gt;Além dessas, é possível encontrar inúmeros pontos em que ocorre o dialogismo entre o contexto histórico e ideológico vigente no período da primeira metade do século XX e os fatos narrados no romance distópico de Orwell.&lt;br /&gt;A gravidade de &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt; não se contém apenas no dialogismo citado. É exposto, assim como a intenção de Winston Smith, o desejo de mostrar uma expectativa quanto ao futuro através da literatura. Ultrapassa a intenção de criar, explorar e criticar metalingüisticamente um universo paralelo criado pela literatura em alusão ao mundo real, e beira a preocupação e a opinião particular do autor de que pouca coisa impede a ocorrência de um processo que deteriore a liberdade (desde a liberdade individual e social até a do pensamento) de forma gradativa.&lt;br /&gt;Pouco antes de sua morte, Orwell escreveu: “meu romance 1984 não pretende ser um ataque ao socialismo, ou mesmo ao partido trabalhista britânico, e sim uma demonstração das perversões às quais uma economia centralizada é suscetível... Não creio que esse tipo de sociedade que descrevo necessariamente venha a existir, acredito porém... que algo parecido poderia acontecer.”&lt;br /&gt;A partir dessa consciência particular que Orwell configura uma consciência que será encontrada em sua ficção. Sistematizando, a consciência pessoal de Orwell é responsável pela configuração da consciência presente na criação estética. Em outras palavras, a consciência que Winston Smith e Julia tomam no decorrer da narrativa de &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt; é fruto do perfil axiológico de seu autor, mas nunca deve ser considerada como a consciência de seu autor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-8993961470812430560?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/8993961470812430560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/06/quando-se-toca-na-ficcao-orwelliana.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/8993961470812430560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/8993961470812430560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/06/quando-se-toca-na-ficcao-orwelliana.html' title='Quando se toca na ficção orwelliana'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/Sklka8Vl7FI/AAAAAAAAACU/zF989rC_eCY/s72-c/1984-capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-8306232140553715681</id><published>2009-06-18T22:40:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T09:49:11.629-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11 - Buraco'/><title type='text'>Buraco</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SjrttBeNX7I/AAAAAAAAAB8/frLiYsUpuR4/s1600-h/pura-arte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348848865200922546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 378px; CURSOR: hand; HEIGHT: 477px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SjrttBeNX7I/AAAAAAAAAB8/frLiYsUpuR4/s400/pura-arte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SjrtU0oYwsI/AAAAAAAAAB0/RG3TqzhOqcU/s1600-h/pura-arte.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-8306232140553715681?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/8306232140553715681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/06/buraco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/8306232140553715681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/8306232140553715681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/06/buraco.html' title='Buraco'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SjrttBeNX7I/AAAAAAAAAB8/frLiYsUpuR4/s72-c/pura-arte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-7952882813288289713</id><published>2009-06-14T16:56:00.002-03:00</published><updated>2010-06-16T09:48:33.397-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='10 - Jovem assassino'/><title type='text'>Jovem assassino</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;          Sabia muito bem o que fez, o que não sabia era o que fazer agora. Suas mãos estavam sujas de sangue, e não estava assombrado com isso. Tinha onze anos e acabara de matar os pais. Não foi um ato realizado na escuridão de um susto, e sim uma obra planejada. Nunca pensara em matar algo antes, e agora estava com seus olhos sobre dois corpos humanos que nunca mais voltariam a falar na vida.&lt;br /&gt;          Era uma criança que se sentia bem quando dormia e tinha sonhos coloridos, e se incomodava apenas quando acordava e os sonhos iam embora. Em seus sonhos todos eram felizes, inclusive seus pais. De olhos abertos, seus pais não brincavam com ele, e enquanto dormia, pareciam nem ter problemas. Na verdade não tinham problemas durante os sonhos. Mamãe não tomava remédios e era feliz assim como anos atrás, e papai carregava-o no colo, e brincava no quintal sem se preocupar em mexer nos papéis importantes que ocupavam todo o tempo do dia.&lt;br /&gt;           A criança nunca tinha matado nem uma galinha antes, o que forçou a ter uma experiência com a morte. Chamou Ted, o velho cão labrador de seu pai e trancou-o dentro do quarto. Deixou o portão entreaberto para criar a desculpa de que o cão havia fugido naquela tarde. Amarrou o pescoço do animal na cabaceira da cama e buscou a faca na cozinha. Começou acariciando a cabeça do cachorro até o momento em que, tranquilizado, permitiu que o garoto sentasse sobre seu corpo. Sobre a cama, estava a faca afiadíssima que papai usava quando resolvia fazer churrasco para os amigos que usavam roupa de gente importante. Deitou sobre o cachorro acariciando-o, e encostou a ponta da faca onde imaginava ficar o coração do animal. De modo ágil, assim como um assassino de filme de televisão, enfiou a faca onde havia mirado e apertou o focinho do animal. Ted reagiu, tentou levantar, tremeu e ganiu baixinho durante alguns segundos e não mexeu nunca mais.&lt;br /&gt;           O animal ficou gelado como o piso do quarto quando passou alguns minutos. O pequeno assassino buscou um saco grande de lixo e lutou contra o peso do cachorro para embalá-lo. Percebendo que perderia na luta contra o peso do animal e não conseguiria removê-lo do quarto, empurrou o bicho morto para debaixo da cama. Depois foi até a lavanderia e buscou um pano molhado para limpar o sangue do chão. Feito isso, jogou o pano no lixo e caminhou até o banheiro. Tirou suas pequenas roupas e se espantou quando as viu sujas de sangue. Nunca vira tanto sangue na vida. Lembrou-se do acidente de bicicleta em que cortara o joelho e manchou a bermuda amarela com sangue e poeira de asfalto, mas nada se comparava à quantidade de sangue que estava em frente aos seus olhos. Um surto de curiosidade veio à sua infante mente, e resolveu olhar o espelho e espantou-se mais ainda quando viu seus cabelos claros tingidos de vermelho. Havia sangue em seu pescoço e em suas mãos. Muito sangue. E gotas que escorriam nas pernas. Diante essa visão, resolveu tomar banho e jogar suas roupas no lixo.&lt;br /&gt;          Feito isso, foi brincar no quintal.&lt;br /&gt;          Chegou a noite, e sua mãe chegou com o jantar em um pacote que foi direto ao aparelho microondas enquanto perguntava sobre o portão semi-aberto e já supunha a fuga de Ted. Ajeitou os pratos sobre a mesa e foi tomar banho. Saiu do banho, voltou até a cozinha, encheu um copo com água até quase a borda e engoliu um comprimido. Feito isso, foi deitar sem jantar, deixando seu prato vazio sobre a mesa. Duas horas mais tarde o pai chega em casa. Vê a criança brincando em frente à televisão e enche o prato com comida trocando o canal sem se importar com o que o filho estava assistindo. Afrouxou a gravata, tirou os sapatos e foi dormir somente quando se sentiu quase cochilando diante a televisão.&lt;br /&gt;            O jovem assassino entrou em seu quarto, vestiu o pijama e deitou na cama abraçando a faca de churrasco. Ficou acordado até a madrugada. Levantou-se apenas quando escutou o pai roncar. Na hora da noite em que imaginava que somente gatos ficariam acordados na rua, a criança levantou da cama e sentiu a frieza do chão sob seus pés nus. Segurou com firmeza o cabo da faca de modo que a lâmina encostou em seu antebraço. Caminhou até o quarto de seus pais e abriu a porta com cuidado. Contornou a cama que se localizava ao centro do quarto e ficou olhando para o semblante de seu pai distorcido pela escuridão. Encostou a ponta da faca sobre suas costas no rumo do coração e apertou o objeto contra o corpo do progenitor. O pai acordou e segurou um grito. Tentou virar, mas no susto, derrubou a criança no chão e torceu o corpo, fazendo a faca torcer no interior de seu corpo, dilacerando não só o coração, mas também o pulmão esquerdo. O garoto fitou os olhos abertos de seu pai morto e removeu a faca do corpo. Contornou novamente a cama e posicionou a faca entre os seios da mãe. Ela teria dificuldades para acordar em susto devido aos comprimidos que tomava, mas mesmo assim acordou muito zonza e morreu sem ter nem noção do que ocorrera. O filho concentrara todas as forças e seu próprio peso sobre a faca contra o corpo da mulher.&lt;br /&gt;          Realizado a façanha, o garoto acendeu as luzes do quarto e observou os pais mortos. Retirou a faca do peito da mãe, colocou-a sobre o criado mudo e voltou para seu quarto. Espantou-se de sua própria coragem. Sabia muito bem o que acabara de fazer. Só tinha dúvidas do que faria depois.&lt;br /&gt;           Apagou as luzes, voltou para sua cama e dormiu na certeza de que sua vida nunca mais seria a mesma. Nunca mais se sentiria ignorado pelos pais, nunca mais assistiria uma discussão. Talvez agora seria feliz com seus pais dormindo para sempre. Será que sonhariam? Essa foi a dúvida que veio à mente da criança antes de ser dominada pelo sono.&lt;br /&gt;           Abraçou o travesseiro, virou para o lado, sorriu, adormeceu e sonhou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-7952882813288289713?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/7952882813288289713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/06/jovem-assassino.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/7952882813288289713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/7952882813288289713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/06/jovem-assassino.html' title='Jovem assassino'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-7165171532592816592</id><published>2009-05-24T20:43:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T09:47:57.331-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='09 - Silêncio'/><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/ShneXxtROcI/AAAAAAAAABs/36CPrywmj6s/s1600-h/silencio1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339543333286001090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 171px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/ShneXxtROcI/AAAAAAAAABs/36CPrywmj6s/s200/silencio1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A boca se abre,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Som nenhum sai.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Silêncio.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-7165171532592816592?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/7165171532592816592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/05/silencio.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/7165171532592816592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/7165171532592816592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/05/silencio.html' title='Silêncio'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/ShneXxtROcI/AAAAAAAAABs/36CPrywmj6s/s72-c/silencio1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-340448938944134105</id><published>2009-05-17T11:50:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T09:47:05.116-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='08 - Do the evolution'/><title type='text'>Do the evolution</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-d8d3c9466fa0f801" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v13.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd8d3c9466fa0f801%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331232428%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7E7DC60A2670E808E07EE31A4BE9ABCD87C64FAB.133B7C5346397AE084BF60B8005588D20A31AB16%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd8d3c9466fa0f801%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DjV4v4QTqXJBbBf_t9I1srpPBcXg&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v13.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd8d3c9466fa0f801%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331232428%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7E7DC60A2670E808E07EE31A4BE9ABCD87C64FAB.133B7C5346397AE084BF60B8005588D20A31AB16%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd8d3c9466fa0f801%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DjV4v4QTqXJBbBf_t9I1srpPBcXg&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Darwin deve estar chocado em seu túmulo. Estudioso supremo e extremo influenciador, o cientista deve se chocar com ponto em que chegou o que batizou como "evolução".&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não é só o Homem que evoluiu. Tudo o que o Homem põe a mão evolui também. As armas, as roupas, os veículos, as religiões, tudo enfim. Assim como toda sua criação, o Homem se tornou um produto de seu mundo. Coloca-se a venda, vende órgãos, vende liberdade, financia Deus, e ainda evolui.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Homem evoluiu de Homo-Sapiens para Homo-Descartáviens.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Evoluiu para um número, evoluiu para não existir, e para servir como um capricho para um sistema criado por ele próprio.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Evolui para a extinção.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Será a auto-destruição um estágio da evolução humana?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-340448938944134105?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=d8d3c9466fa0f801&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/340448938944134105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/05/do-evolution.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/340448938944134105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/340448938944134105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/05/do-evolution.html' title='Do the evolution'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-9050174707908535283</id><published>2009-05-12T19:59:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T09:46:00.872-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='07 - No espelho'/><title type='text'>No espelho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SgodYWT6aLI/AAAAAAAAABc/zHKSO5YVfqw/s1600-h/espelho.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335109012716939442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SgodYWT6aLI/AAAAAAAAABc/zHKSO5YVfqw/s400/espelho.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Havia mais de uma semana que não via ninguém e nem se alimentava de maneira considerável. Não por falta de comida em sua dispensa ou por falta de dinheiro, mas por seu espírito estar corroído por uma doença em que não existe profilaxia. Sofria de tédio. O reflexo de seu rosto no espelho do quarto era a única companhia no único cômodo habitado no frio e escuro apartamento, e em frente ao espelho que se encontrava no momento que foi único de epifania.&lt;/div&gt;Olhava para os olhos de si mesmo e enxergava um infinito vazio. O rosto magro e sem expressão nenhuma deixava a mostra o monstro que mais sentia medo: sua existência.&lt;br /&gt;Durante anos evitara o medo à mesma proporção que evitara o conhecimento. É inerente ao ser humano a tendência de sentir medo e ânsia do que não conhece. Sentado defronte ao espelho ele não se aventurava a descobrir o que não conhecia. Evitava conhecer novas pessoas, evitava conhecer o mundo, o amor, o prazer, fazia de tudo para evitar as conseqüentes dores trazidas pelo conhecimento. Somente sem medo conhecia o necessário para sua sobrevivência. Pequenos atos como acender um cigarro, preparar um café ou um chá, comer alguma coisa de vez em quando...&lt;br /&gt;Sozinho no quarto, a companhia de seu reflexo o assombrava mais que qualquer outro perigo. Aquela imagem pálida, fria e suja refletida no espelho revelava todo o conhecimento do ser que não conhecia. Sabia muito bem das letras, das ciências, do estudo pragmático da vida e da biologia, mas não conhecia a si mesmo. Não se conhecer. Assim como uma grande castanheira depende de suas raízes para se sustentar, a falta de auto conhecimento era a raiz que sustentava seu medo e dava frutos do tédio.&lt;br /&gt;A verdade é que sentia medo de se conhecer profundamente. Sabia que, superficialmente, não era bom, nem belo e olhar para aquele espelho era como olhar para um poço. Via apenas o próprio reflexo junto à sujeira, moscas e folhas sobre a água, e para conhecer o interior, o que está abaixo da superfície, poderia significar o afogamento, o desespero de desejar a morte.&lt;br /&gt;Olhando no espelho, percebeu que dois terços de século se passaram em sete minutos. Perdera a noção do tempo que não utilizava. Aliás, o tempo tornara-se uma convenção obsoleta para sua vida.&lt;br /&gt;Desviou o olhar do espelho por um instante e se sentiu maravilhosamente bem. Foi como se o olhar que o julgava mudasse de opinião subitamente, mas este rápido bem estar acabou quando se voltou para o espelho. Piscou, e o reflexo cruel repetiu o movimento como se tal movimento fosse perfeitamente previsível. Levantou sua mão e tocou levemente o espelho e observou-se fazendo a mesma ação do outro lado do objeto.&lt;br /&gt;De repente, como um susto, atirou um golpe com a mão no reflexo desgraçado. O sangue que desvanecia de sua mão descorada pingou e tornou pingar na poeira do chão. A dor lancinante funcionava como um anestésico para seu tédio e, ao olhar para o suporte vazio onde ficava o espelho, percebeu que não havia mais reflexo algum na parede. Não havia mais ninguém além dele. Ter destruído o espelho e sua imagem provocou-lhe uma felicidade quase infantil e apenas algumas gotículas de seu sangue espirradas na parede ocupava o espaço do artefato que poderia provocar o fim de sua vida.&lt;br /&gt;Segundos depois, deitou-se aliviado e dormiu tranqüilamente sabendo que a maior ameaça de sua vida havia sido aniquilada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-9050174707908535283?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/9050174707908535283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/05/no-espelho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/9050174707908535283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/9050174707908535283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/05/no-espelho.html' title='No espelho'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SgodYWT6aLI/AAAAAAAAABc/zHKSO5YVfqw/s72-c/espelho.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-7253807203562794648</id><published>2009-05-05T16:23:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T09:45:10.430-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='06 - Dia de Trabalho'/><title type='text'>Dia de Trabalho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SgCdsRO2TVI/AAAAAAAAABQ/sbOSnShXJHI/s1600-h/Imagem+por+C%C3%A1ssio+Ferreira+Lima+-+Direitos+Reservados.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332435342672153938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 284px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SgCdsRO2TVI/AAAAAAAAABQ/sbOSnShXJHI/s400/Imagem+por+C%C3%A1ssio+Ferreira+Lima+-+Direitos+Reservados.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro de maio, um dia de descanso para compensar o trabalho de um ano inteiro. Parece ironia. Nesse ponto que é perceptível a diferença entre "Dia do Trabalho" e "Dia de Trabalho". A infelicidade consta no fato de haver mais "dias de trabalho" que qualquer outro dia. A sorte é haver dias de lazer, e não "dia do lazer", ou "dia da cerveja" ou então "dia do sexo". E pergunto-me o sentido de "dia do trabalho". Comemorar o trabalho? Dedicar um dia para comemorar o ato que nos mantém sem fome e enriquece o patrão? Com acidez nessas palavras, digo que gostaria de ver o "dia da exploração do trabalhador" pois canso de ver "dias de exploração do trabalhador". Pelo menos um novo feriado, "o dia da exploração do trabalhador", assim como o "dia do trabalho", ocorreria apenas uma vez por ano , e não todos os dias como se é comum ver em fábricas, campos e outras instituições de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-7253807203562794648?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/7253807203562794648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/05/dia-de-trabalho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/7253807203562794648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/7253807203562794648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/05/dia-de-trabalho.html' title='Dia de Trabalho'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SgCdsRO2TVI/AAAAAAAAABQ/sbOSnShXJHI/s72-c/Imagem+por+C%C3%A1ssio+Ferreira+Lima+-+Direitos+Reservados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-8859672331562970030</id><published>2009-04-29T22:05:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T09:44:38.964-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='05 - Hora de pensar no futuro'/><title type='text'>Hora de pensar no futuro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SfkIic3EgjI/AAAAAAAAABA/0RsT6A_7Fys/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330301021925442098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SfkIic3EgjI/AAAAAAAAABA/0RsT6A_7Fys/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Peter não conseguiu fazer mais nada desde a última discussão com seus pais horas antes do jantar. Estava possesso, furioso. Encolhido no canto de sua cama, sem camisa, com sua bermuda surf, remoia seus pensamentos.&lt;br /&gt;“Caramba! A mania de querer determinar minha vida me deixa entediado. Estou cansado de ouvir a ‘verdade absoluta’ que sai da boca de meus pais. Tenho culpa de pensar de modo diferente? Será que aquele casal de velhos não entende que somos de gerações diferentes? Que pensamos de modo diferente? Que não tenho culpa de ter nascido, ou melhor dizendo, não me lembro de ter pedido para nascer? Será que não entendem que se tivessem resolvido não trepar nove meses antes de eu nascer, não teriam problemas hoje? Nietzsche tinha razão ao declarar que ‘os pais tem muito a fazer para reparar o fato de terem filhos’. Resolveram ter um filho? Agora que aguentem! Não tenho culpa nenhuma nessa história. Só nasci e pronto. Faltou malícia por parte do papai e da mamãe quando decidiram ter um filho. Idealizaram um filho perfeito, e eu, inocentemente fugi das expectativas próximas da perfeição. Eu gostaria que meu pai ou minha mãe, ou os dois, já que ambos tinham a mesmíssima responsabilidade, houvessem refletido sobre o que estavam fazendo quando decidiram me conceber. Não sou culpado por estar longe da perfeição.”&lt;br /&gt;Neste momento, interrompendo os pensamentos do rapaz, o velho pai abre a porta do quarto, fita o filho triste encolhido na cama a mascar um chiclete e diz com uma voz serena:&lt;br /&gt;- Filho... podemos conversar? Será que não é hora de pensar um pouco e com cuidado sobre seu futuro? Que tal pensar sobre o que é necessário fazer de hoje em diante? Acho que poderia muito bem cortar esse cabelo, criar um pouco de responsabilidade e arrumar um emprego decente. Sabe filho, o que me preocupa é que em duas semanas é seu aniversário, você vai completar quarenta e dois anos, e acho que você precisa pensar no futuro... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-8859672331562970030?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/8859672331562970030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/04/hora-de-pensar-no-futuro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/8859672331562970030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/8859672331562970030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/04/hora-de-pensar-no-futuro.html' title='Hora de pensar no futuro'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SfkIic3EgjI/AAAAAAAAABA/0RsT6A_7Fys/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-6146251716360184204</id><published>2009-04-23T22:02:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T09:44:01.118-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='04 - O Mundo'/><title type='text'>Poema - O Mundo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O Mundo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estranho&lt;br /&gt;De hoje,&lt;br /&gt;Que de ontem&lt;br /&gt;Não foi esperado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um ontem,&lt;br /&gt;Também não esperado,&lt;br /&gt;Mas que serviu de base para o hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o hoje,&lt;br /&gt;Mesmo não esperado por ontem,&lt;br /&gt;Por sua vez servindo de base&lt;br /&gt;Para a construção do amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o amanhã,&lt;br /&gt;Como um filho futuro,&lt;br /&gt;Estranho e inesperado.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Eduardo Lopes &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-6146251716360184204?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/6146251716360184204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/04/poema-o-mundo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/6146251716360184204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/6146251716360184204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/04/poema-o-mundo.html' title='Poema - O Mundo'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-6000684816068657162</id><published>2009-04-14T19:46:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T09:43:21.931-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='03 - O deus de todas as coisas'/><title type='text'>O deus de todas as coisas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeUVVf59B-I/AAAAAAAAAA4/wXL1Z3NrVjQ/s1600-h/060413_dinheiro.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324685593521489890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeUVVf59B-I/AAAAAAAAAA4/wXL1Z3NrVjQ/s400/060413_dinheiro.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o espírito de Deus pairava sobre as águas. E Deus disse “Fiat Lux!” e a luz foi criada. Viu que a luz era boa e então separou o dia e a noite. Criou o sol para iluminar o dia e a lua para acompanhar a noite. Criou também um enorme e belo jardim, onde depositou sua mais engenhosa invenção: foi posto neste jardim o homem, à sua imagem e semelhança, e a mulher. Ambos irresponsáveis e estúpidos suficientes a ponto de trair Deus com uma maçã.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Expulso do jardim divino, o homem inventou o dinheiro e tentou comprar o perdão, mas acabou ganhando mais dinheiro vendendo maçãs a outros homens e viu que o dinheiro era bom. O homem criou também ciências, religiões, ideologias políticas e vendeu tudo. Passou a cobrar pela luz. Criou a idéia de que o mundo surgiu de um explosivo “Big Bang Bum!” e vendeu muitos livros sobre o assunto. Vendeu também bíblias e outros livros sobre a origem divina do universo, tudo segundo o gosto do freguês. A mulher também percebendo que o dinheiro era bom, consumia futilidades e equipava a cozinha.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;A importância do dinheiro cresceu de forma rápida, à mesma proporção que cresce a ganância no coração dos homens. O homem criado por Deus juntou dinheiro e comprou o jardim divino. Deus, sem seu jardim, ficou triste e entristeceu mais ainda quando viu que até seu filho Cristo foi vendido. Com a morte de seu único filho (que não foi esquecido, e sim muito lembrado no meio comercial) criou-se uma série de hábitos para colaborar com o mercado, e durante o tempo da páscoa foi outorgado pelo deus-dinheiro que o bacalhau e outros peixes seriam vendidos bem mais caros. E vendeu muito peixe, carne vermelha e cerveja também.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Quando a terra que Deus criou ficou abarrotada de condomínios, shoppings, choparias, carros modernos e lojas de acessórios, o homem tentou vender a lua e conseguiu. No momento em que o homem foi promovido para a gerência por ser um escravo exemplar do deus-dinheiro, Deus percebeu que perdia espaço para um inimigo pior que o diabo, aliás, até o diabo morria de medo do poder do deus-dinheiro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Tanto Deus quanto o diabo perceberam que morreriam no esquecimento caso não fizessem algo urgente. Em uma manobra desesperada, Deus criou os vendedores de relíquias. Viagens à terra santa, dízimos, estatuetas, quadros, oratórios e tercinhos abençoados pelo papa foram confeccionados e vendidos para ajudar Deus. O diabo criou a indústria cinematográfica hollywoodiana e filmes pornôs quando viu que filmes satânicos não tinham público, e portanto, não vendiam. Ao final, tanto Deus quanto o diabo já estavam tão habituados com o dinheiro que compraram juntos uma calculadora. Deus abriu uma conta no banco e o diabo foi fazer Ciências Contábeis.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;E assim chegou a idéia do apocalipse, que virou filme, musical, álbum de figurinhas, tudo com boa aceitação no mercado. O deus-dinheiro ficou importante e possessivo. Tudo o que vê, compra, vende, troca e faz riqueza.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-6000684816068657162?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/6000684816068657162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/04/o-deus-de-todas-as-coisas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/6000684816068657162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/6000684816068657162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/04/o-deus-de-todas-as-coisas.html' title='O deus de todas as coisas'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeUVVf59B-I/AAAAAAAAAA4/wXL1Z3NrVjQ/s72-c/060413_dinheiro.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-897575307114946478</id><published>2009-04-11T16:14:00.002-03:00</published><updated>2010-06-16T09:42:45.992-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='02 - Síndorme do emputecimento progressivo'/><title type='text'>SÍNDROME DO EMPUTECIMENTO PROGRESSIVO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeDuFYuwLsI/AAAAAAAAAAw/fktZB143W40/s1600-h/RANCOR.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323516535857229506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 370px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeDuFYuwLsI/AAAAAAAAAAw/fktZB143W40/s400/RANCOR.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Falta povo neste país. Até um tempo atrás, a opinião corrente era de que “cada povo tem o governo que merece”. Mentira! Qualquer governo, por mais safado que seja, ainda é muito para esse povo sem brios, sem vergonha na cara, esse povo burro e ridiculamente humilde, vaquinha de presépio que engole tudo até o talo, até a última gota, todos os sapos, todos os calangos, esse povo cativo, covarde, sempre com o rabo entre as pernas, esse povo sem História, sem memória, sem moral, sem dignidade, esse povo que marchou com Deus pela família, esse povo que deu seu ouro para o bem do Brasil, esse povo que vive coçando a virilha, que bebe cerveja sem colarinho, lê horóscopo e coluna social, esse povo que encoxa mulher no ônibus, que cheira cola, esse povo que é puxa saco do gerente, alcagüete da polícia, esse povo que, em dia de greve de ônibus, pega táxi para ir pro escritório, que pega avião para assistir Chitãozinho e Xororó em LAs Vegas, esse povo que se forma publicitário pra vestir um espartilho negro e ficar todo dia de quatro alimentando uma boa carreira, esse povo que come merda, respira merda, pensa merda, faz na entrada, na saída e ainda deixa um pouco atrás da porta para ser encontrado no dia seguinte, esse povo cujo lema oficial é "Capricha que o freguês é novo", esse povo que ouve as FMs, que é sócio do clube do livro, que coleciona figurinhas do Jaspion e Changemen; que vai ao cinema para assistir 9 semanas e meia de amor, esse povo besta que deixa a Xuxa fazer a cabeça de seus filhos, que compra O Nome da Rosa e O Pêndulo de Focault e não lê, que ouve hip-hop e compra discos da Joana, Tom Waits, Almir Guineto, esse povo que tem sempre um cunhado no DETRAN e um terreninho em Guarulhos para passar para frente, esse povo que é de esquerda até arrumar um cabidão na Eletropaulo, esse povo que tem filhos com nomes tipo Daniela, Priscila, Tiago, Evelyn, Patrícia, Graziela, Leandro, Vanessa, Camila, Letícia, Cristiane, Andréia, Diego, Érica, esse povo que paga uma fortuna por um vídeo cassete e só assiste bosta, esse povo cujo ancestral índio acolheu o português de braços e pernas abertas em 1500, que rezou a 1ª missa bem comportado junto com os jesuítas, esse povo que proclamou a república e botou um militar no lugar do rei, esse povo cujos maior representante socialista se diz herdeiro político do maior ditador brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;FÚRIO LONZA&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Texto extraído da revista &lt;em&gt;Antologia Chiclete com Banana&lt;/em&gt; – nº 5 – editora Devir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-897575307114946478?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/897575307114946478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/04/sindrome-do-emputecimento-progressivo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/897575307114946478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/897575307114946478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/04/sindrome-do-emputecimento-progressivo.html' title='SÍNDROME DO EMPUTECIMENTO PROGRESSIVO'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeDuFYuwLsI/AAAAAAAAAAw/fktZB143W40/s72-c/RANCOR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2331230055779366208.post-6738745918523948625</id><published>2009-04-11T12:12:00.000-03:00</published><updated>2009-06-14T17:24:19.113-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='01 - SAGARUÇA?'/><title type='text'>SAGARUÇA?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se existe algo em mim que chega a ser engraçado para os poucos que me conhecem, é minha nostalgia. Não sou nenhum tipo de avô, tiozão, ou algo parecido, mas sempre gostei de coisas antigas...&lt;br /&gt;Musicalmente falando, sou qualquer coisa, menos moderno. Quando imaginei que estava atrasado em termos musicais, porque a banda mais "moderninha" que estava ouvindo era &lt;em&gt;Creedance ClearWather Revival&lt;/em&gt;, resolvi conhecer bandas novas e acabei por descobrir músicas belíssimas da década de 1930. Tecnologicamente falando, sou uma lástima. Odeio carros modernos cheio de parafernálias eletrônicas e ares condicionados que servem de condomínios para ácaros. Gostaria de ter vivido na época daqueles carrões V8, rabos de peixe, peruas e fuscas de duas cores, etc.&lt;br /&gt;Sou da época em que fanzines estavam saindo de moda, a internet era algo inacessível para a maioria da população, e a configuração de folhetos políticos, comunitários, e comerciais eram artefatos de extrema importância. De tudo, os fanzines eram os que mais me chamavam a atenção. Adorava tudo aquilo. Meu primeiro contato com fanzine foi quando tinha doze anos, eu viajava com meu pai e fomos juntos fazer uma entrega na fazenda experimental da USP. Sobre um banquinho improvisado tinha um monte de papéis xerocados e toscamente encadernados, com seis ou oito páginas com desenhos, pensamentos, contos e poesias. Eram muito simples, mas sem deixar de conter um bom conteúdo. Beirava o pessoal, pois o público era seleto, poucos tinham acesso, e quem tinha acesso eram sempre as mesmas pessoas.&lt;br /&gt;Eu roubei um exemplar e comecei a colecionar depois. Durante o tempo em que viajava com meu pai, em época de férias de escola, sempre que passávamos em frente a alguma faculdade ou universidade, teatro, cinema, eu corria para ver se tinha fanzines para leitores curiosos.&lt;br /&gt;O tempo passou, eu cresci, não encontrei fanzines nunca mais (e também nunca cheguei a fazer um que valha a pena, ou que chegou a ter um público). Acredito que blogs sejam "fanzines da modernidade", com a vantagem de ser de facílimo acesso. Vantagem hoje que não existia na década de oitenta e noventa.&lt;br /&gt;Tais publicações eram de extrema importância, foram subversivas nos anos de Ditadura Militar, depois de 1985 tornaram-se símbolo de liberdade de expressão, ou seja, culturalmente analisando, os fanzines tiveram uma importância considerável em sua existência. atingiam quem queriam atingir, de um modo ou de outro. Era como um ataque surpresa, sem autoria, e com muito e belo conteúdo.&lt;br /&gt;Escrevendo agora, vem a minha pobre mente a questão: poderá um blog atingir o mesmo patamar em termos de importância cultural que uma publicação underground? Um blog pode mudar uma pessoa? O que uma porcaria de um blog significa para um mundo estranho como o nosso? Será possível mudar o mundo com um blog?&lt;br /&gt;Toda essa viagem foi para trabalhar a questão do nome desse blog. &lt;em&gt;SAGARUÇA&lt;/em&gt; não tem nada a ver com História da Rússia (como já me perguntaram) ou algo parecido. Vem de um semi-plágio de &lt;em&gt;SAGARANA&lt;/em&gt; com a expressão coloquial &lt;em&gt;TÁ RUÇO&lt;/em&gt; (que pode ser entendida como &lt;em&gt;"algo que apresenta dificuldade&lt;/em&gt;").&lt;br /&gt;Venho por meio deste blog colocar contos, poesias, crônicas, artigos, pensamentos de minha autoria, e plágios.&lt;br /&gt;Plágios mesmo. não estranhe se um dia você, caro leitor, ver nossa conversa do bar postado em algum espacinho aqui.&lt;br /&gt;Espero que gostem e comentem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2331230055779366208-6738745918523948625?l=sagaruca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sagaruca.blogspot.com/feeds/6738745918523948625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/04/sagaruca.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/6738745918523948625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2331230055779366208/posts/default/6738745918523948625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sagaruca.blogspot.com/2009/04/sagaruca.html' title='SAGARUÇA?'/><author><name>Eduardo Lopes (Beavis)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04037619404570971462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_hcQ-MRemBjU/SeCxsd0aS6I/AAAAAAAAAAM/3YEDjtgMkPI/S220/05-11-07_0940.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
